
Depois do sucesso do ano passado, o II Festival Internacional de Violão da UFRJ ocorre de 31 de outubro a quatro de novembro, mostrando que a iniciativa veio para ficar: “Teremos como tema Leo Brouwer e a Música Latino-Americana, com o privilégio da participação do maestro e de outros violonistas importantes de Cuba, Uruguai, Argentina, Japão e do Brasil”, informa o professor Celso Ramalho, da Escola de Música - responsável pela organização, juntamente com os demais mestres do instrumento, do Departamento de Cordas, e com a direção da Escola.
Esse ano, além do apoio da direção do Centro de Letras e Artes (CLA) e da reitoria da Universidade, há também a “inédita parceria” com o Festival Internacional Leo Brouwer, de São Paulo, cujo encerramento coincidirá com a abertura do evento da Universidade, salienta. O grande concerto, com a Orquestra de Câmara da USP (OCAM), será no dia 31 de outubro, no Salão Leopoldo Miguez, com regência de Gil Jardim, tendo Eduardo Fernández e o duo Siqueira-Lima como solistas, e um programa especial, com obras de Brouwer - que estará presente -, Malcolm Arnold e Radamés Gnattali.
Nascido em Havana, em 1939, Leo Brouwer é membro de Honra da Unesco, do Instituto Italo-Latinoamericano e da Academia de Ciências e Artes de Berlim, entre outras reconhecidas instituições. Considerado um dos compositores mais importantes e produtivos para violão erudito, suas músicas têm sido interpretadas no mundo todo por violonistas de renome. Além de obras orquestrais e camerísticas, também escreveu balés e óperas. Como solista, realizou concertos por todo o mundo, sempre aclamado pela crítica. Como maestro, tem se apresentado em muitos países, regendo grandes orquestras, dentre as quais a Filarmônica de Berlim. Ganhou o Prêmio Manuel de Falla, em 1998, na Espanha, o título de Honoris Causa em Havana e em Santiago, no Chile. Preside a Oficina Leo Brouwer, com sede em Cuba.